domingo, 9 de agosto de 2026

Fiddlin' Around

Fiddlin’ Around (também intitulado como Just Mickey) é uma curta-metragem de animação de 1930 produzida pela Walt Disney Productions e lançada pela Columbia Pictures como parte da série de filmes do Mickey Mouse. E foi a décima sexta curta-metragem do Mickey Mouse a ser produzida, e a primeira desse ano.
O filme é um monólogo com o Mickey a tocar o violino no palco; o Mickey é a única personagem a aparecer no filme, para além do público invisível, a incluir um espectador que interrompe a apresentação, também ele é invisível. Foi realizado por Walt Disney e é o primeiro desenho animado do Mickey que não foi feito por Ub Iwerks. Juntamente com as outras curtas-metragens do Mickey Mouse produzidas no mesmo ano, Fiddlin' Around entrou para o domínio público no dia 1 de janeiro de 2026.
As cortinas abrem-se e o Mickey entra no palco com o seu violino, para um público mais ou menos receptivo. O Mickey toca a música de Traumerei e da Dança Húngara nº 5, até ser tomado pela emoção e a sair do palco. O público bate palmas, e o rato regressa e, como encore, toca o último compasso da abertura de Guilherme Tell; o alvo de risos trocistas de um espectador em particular, ele, ainda assim, interpreta a peça com grande sucesso, apesar de ter partido o seu instrumento e o arco ao meio no processo. E então, o Mickey é destroçado pelas cortinas.
A curta-metragem foi lançada no dia 7 de dezembro de 2004 no DVD de Walt Disney Treasures: Mickey Mouse in Black and White, Volume Two: 1929-1935, com o título provisório de Just Mickey. E foi lançado na Disney+ no dia 6 de outubro de 2023 com o título de Fiddling Around.


Uma captura de ecrã de "Fiddlin' Around" (1930)

Joe Glow, the Firefly

Joe Glow, the Firefly é um desenho animado dos Looney Tunes da Warner Bros., de 1941, realizado por Chuck Jones. A curta-metragem foi estreado no dia 8 de março de 1941.
Nesta curta-metragem animada, uma mosca com uma lanterna chamada Joe Glow entra numa tenda onde um homem (que é uma caricatura do Chuck Jones) está a dormir. O Joe depois escorrega e desliza por todo o rosto do homem e depois investiga a comida na tenda. E depois de examinar tudo, o Joe depois grita "BOA NOITE!" no ouvido do homem.
Este desenho animado começa com uma versão especial do genérico de "The Merry-Go-Round Broke Down".
A música final deste desenho animado permaneceu desconhecida até 2021, quando o bloco "Toon In With Me" do canal MeTV mostrou uma versão restaurada e inédita no tempo. E esta foi a última curta-metragem dos Looney Tunes a terminar com o arranjo final de 1938-1941 de "The Merry-Go-Round Broke Down".
Este desenho animado entrou para o domínio público em 1970 porque a Warner Bros.-Seven Arts não renovou os direitos de autor.
Esta é a primeira curta-metragem dos Looney Tunes realizada por Chuck Jones sozinho. E antes disso, todas as suas curtas-metragens realizadas por ele foram da série da Merrie Melodies, e ainda antes, ele trabalhou como um animador das curtas-metragens dos Looney Tunes na equipa de Bob Clampett.
O campista é uma caricatura do próprio Chuck Jones.
Esta é a primeira curta-metragem dos Looney Tunes a preto e branco totalmente realizada por Chuck Jones.
E também é o único desenho animado a preto e branco de Chuck Jones em que não aparece o Porky Pig.

O cartão de título de
Joe Glow, the Firefly

sábado, 9 de agosto de 2025

Superpateta

Superpateta (Super Goof, no original) é uma personagem do Universo da Disney.

É a identidade de super herói do Pateta. O Pateta ganha temporariamente superpoderes parecidos como os do Super-Homem quando come o super-amendoim, que nasce no seu quintal. O efeito da planta dura pouco, por isso o Superpateta carrega sempre vários amendoins de reserva, dentro do seu chapéu.

O Superpateta também recebe a ajuda do seu inteligentíssimo sobrinho Gilberto, que às vezes também come alguns super-amendoins e torna-se o "SuperGil" assim tem, poderes iguais aos do seu "super-tio".

O seu fato de super herói é um pijama vermelho daqueles fofos, tipicamente americanos, e também usa uma capa azul presa por um alfinete.

O Superpateta foi criado por Del Curry e Paul Murry, em 1965, a ser a estrela numa série americana própria até 1984. Os seus primeiros inimigos foram o Doutor Tic-Tac, o Doutor X e o Doutor Estigma. Durante os anos 70 e 80, ele teve várias histórias produzidas no Brasil, Incluindo uma especial em que ele enfrenta o sinistro Doutor Kanhestro (publicada em dezembro de 1975).

SuperGil


O SuperGil ou SuperGilberto é um super-herói das histórias aos quadradinhos da Disney. Ele é o alter-ego do Gilberto, e o sobrinho do Pateta.

Ele foi criado em 1966 por Paul Murry nos Estados Unidos, e teve a sua primeira história criada pelos brasileiros em 1972, "O castigo vem a cavalo".

O SuperGil é um super-herói que, além de ter super poderes como a força, a visão raio-X e a poder voar, ele tem um entendimento acima da média, bem diferente do seu tio, o Pateta. E normalmente o que acaba a salvá-lo e ao tio dele é este entendimento e não os super poderes.

Ele faz parte do Clube dos super-heróis da Disney, apesar de não ser um dos membros originais.

Cartola Mascarado

O Cartola Mascarado é um super-herói das histórias aos quadradinhos da Disney. E é o alter-ego do Tio Patinhas.
A personagem foi criado em 1987, por Massimo Marconi e Massimo de Vita, na Itália. E estreou no Brasil com a história "O Misterioso Cartola Mascarado" publicada na revista Tio Patinhas 278, em 1988.
E nesta história, depois de ele pedir ajuda ao Superpato e à Superpata para serem as seguranças de um carregamento de ouro, e para ter a ajuda negada dos dois, o Tio Patinhas decidiu vestir-se de Cartola Mascarado e a ser a sua própria segurança. E tudo dá-se mal para o Cartola, mas mesmo assim, no fim, com a ajuda do Superpato e da Superpata, o carregamento segue o seu destino, na segurança e os Irmãos Metralha, e os vilões da história, dão-se mal.
Esta história foi republicada na revista "Superpato 40 anos", a comemorar os 40 anos da criação da personagem Superpato, em dezembro de 2009, pela Editora Abril.
O Cartola Mascarado faz parte do Clube dos super-heróis da Disney.

Vespa Vermelha (Disney)

O Vespa Vermelha é uma personagem antropomórfico dos quadradinhos da Disney. E ele é um super-herói que faz parte do Clube dos Super-Heróis da Disney.
Junto com o Superpateta, o Morcego Vermelho e mais outros, ele sempre combate os crimes praticados pelo Mancha Negra, o Bafo de Onça e outros vilões.
O Vespa Vermelha é uma das raras personagens humanas criados nos quadradinhos da Disney.
O Vespa Vermelha apareceu pela primeira vez na história chamada "The Red Wasp Mistery", publicada em 1967, nos Estados Unidos, por Paul Murry. E esta história foi publicada no Brasil na revista "Mickey" 181, de 1967, com o título chamado "O Mistério Do Vespa Vermelha".
A primeira história criada no Brasil foi "A Volta Triunfal Do Vespa Vermelha", publicada na revista "Almanaque Disney" 45, de 1975.
Mas, esta personagem só foi criada e teve apenas uma publicação nos Estados Unidos, e todas as suas outras histórias foram criadas no Brasil e não foram publicadas no seu país original da criação.

domingo, 27 de abril de 2025

Domínio público

O domínio público é uma condição da lei na qual uma obra não tem os elementos dos direitos ou das propriedades que tem o direito autoral, a não haver, assim, a restrição de uso de uma obra por qualquer um que quer usá-lo. Do ponto de vista económico, uma obra no domínio público é livre de ser grátis e de ser usado. Nesse sentido, o domínio público é o antónimo do direito autoral.

Como uma regra, nos países signatários da Convenção de Berna, uma obra entra no domínio público pelo menos 50 anos depois do falecimento do seu autor, mas muitos países adotam prazos mais longos, principalmente 70 anos, e alguns países ainda mais, por exemplo 100 anos no México. Tal como o prazo refere-se tão somente aos direitos patrimoniais do autor, não aplicão-se aos direitos morais, os quais são imprescritíveis. Ou seja, independente de uma obra a estár ou não estár no domínio público, o autor deve ser sempre citado.

As outras situações em que a obra passa a ser de domínio público dão-se quando o autor não deixa os herdeiros e quando o autor é desconhecido.

No outro ramo da propriedade intelectual, o do campo material do direito industrial, a situação de domínio público dá-se de forma ao contrário, uma vez que for através do sistema de marcas e patentes os direitos do criador intelectual podem durar ad aeternum conforme a renovação dos prazos do registro e extensão da titularidade junto ao órgão responsável.

Em Portugal, o direito de autor expira setenta anos depois da morte do criador intelectual, o mesmo que a obra só tenha sido publicada ou disseminada postumamente. O direito de autor numa obra atribuída a pessoa colectiva expira setenta anos depois da primeira publicação ou de publicidade lícitas.

Nos Estados Unidos, os direitos autorais duram pela vida do autor mais 70 anos para as obras criadas desde 1978, mas para as obras criadas antes disso, determinar a duração é bastante complexo por ela vai variar de acordo com vários fatores. A duração para as obras publicadas antes de 1978 era de 75 anos depois da sua publicação, dessa forma as obras publicadas em 1922 entraram para o domínio público em 1998, mas em 1998 foi aprovada uma lei que estendeu retroativamente a proteção de todas as obras que ainda não estavam no domínio público para 95 anos, dessa forma a "congelar" o domínio público por 2 décadas e as obras publicadas em 1923 só entraram para o domínio público em 2019.

Um filme de domínio público é um filme que nunca esteve protegido pelos direitos de autor, e foi lançado no domínio público pelo seu autor ou cujos direitos de autor expiraram. Todos os filmes estreados nos Estados Unidos antes do dia 1 de janeiro de 1930 foram registados no domínio público naquele país.

O filme de terror A Noite dos Mortos-Vivos (em inglês: Night of the Living Dead) de 1968 é de domínio público nos Estados Unidos porque o seu distribuidor cinematográfico não pôs um aviso dos direitos de autor nas cópias, como seria necessário para ter os direitos de autor naquele tempo.

No Dia do Domínio Público de 2024, todas as obras publicadas em 1928 entraram para o domínio público. Incluindo a curta-metragem animada do Mickey Mouse chamada Steamboat Willie, embora a Disney ainda possa reivindicar os direitos da marca sobre o Mickey Mouse, a ser que apenas as primeiras aparições do Mickey estão no domínio público.

E em 2025, as primeiras versões do Popeye e do Tintin tornaram-se as figuras no domínio público. E foi o primeiro dia em que toda a música, artes, filmes e livros da década dos anos 20 passaram a estár no domínio público, com a única exceção das gravações sonoras.

Um logótipo em inglês do Dia
do Domínio Público 2025/2026.